terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ironia

Saudações à malta do blog do Kaos: wehavekaosinthegarden.blogspot.com
É irónico a entrada em vigor do Tratado de Lisboa acontecer no mesmo dia em que comemoramos a Restauração da Independência.

Se os Conjurados soubessem...

A partir de hoje penso que se possa chamar ao 1º de Dezembro "O Dia da Integração (forçada) na Europa)".

Já agora: Um Presidente europeu não devia ser eleito por todos os Europeus?

Para saber o que muda com o Tratado de Lisboa aqui fica um bom artigo do Público.

domingo, 29 de novembro de 2009

Suiça: Mais um pontapé na liberdade

A Suiça mostrou hoje que 57% dos seus eleitores são xenófobos e fascistas.

57% dos eleitores suiços votaram, em referendo, para que se proíba a construção de minaretes nas mesquitas do país.

Existem 4 minaretes ao todo na Suiça, num total de 118 mesquitas que servem 400.000 fiéis.

Aqui fica a notícia do Público sobre o tema.

Só posso dizer: continuem a dar credibilidade a um país como este. Continuem a deixá-los viver à custa do dinbheiro dos outros. Continuem a apoiar todas as acções anti-islâmicas na Europa.

Mas, já agora, proibam também os crucifixos e a construção de torres em igrejas cristãs, proibam os missionários e todo o tipo de demonstração religiosa. Proibam os sinos de tocar e proibam as procissões. Porque se é para uns, também deve ser para os outros. E se a regra não for para todos, então a instituição democrática não tem razão de existir.

Aos que defendem esta nova regra estúpida, retrógrada e apenas comparável às acções da inquisição, recomendo a leitura do Sagrado Corão; o download dos filmes "Zeitgeist", "Zeitgeist: Addendum", "The Corporation" e "Loose Change", para abrirem essas cabecinhas cheias de merda, que acreditam na "ameaça terrorista" e no castigo aos muçulmanos, apenas porque são muçulmanos.

Os minaretes na Suiça não estão em funcionamento. De nenhum deles se chamam os fiéis à oração.

Neste caso apetece-me poder gritar Amantu billahi wa malaikatihi wa kutubihi wa rusulihi wa'l-yawmi'l-akhiri wa bi'l-kaderi khayrihi wa sharrihi min-Allahi Teâla wa'l-ba'athu ba'dal mawti. Ashhadu an lâ ilâha illallâhu wa ashhadu anna Muhammedan abduhu wa rasûluhu.

Para quem não conhece a chamada á oração aqui fica um bom exemplo.

video

Esta atitude na Suiça não lembra nada na história da Europa?

Não estarão os muçulmanos a ser alvo das mesmas mesquinhices que os Judeus na Alemanha dos anos 1930/40?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O aeroporto de Lisboa está... uma cagada


Não, não estou a brincar. O Aeroporto de Lisboa está realmente uma cagada.

A assistência de terra é uma bela treta, para começar.

Precisei de uma password de acesso à internet, usando o sistema de wi-fi existente no aeroporto. Conclusão: Informação não existe em lado nenhum, e as senhoras no balcão de informações ao pé da porta de embarque 15, além de estúpidas e antipáticas, parece que não querem saber do assunto. “Tem de ser você a trazer esses dados consigo quando vem para o aeroporto...”

Maso que é isto? EU tenho de trazer informação que é dada pelos prestadores de serviços locais? Então mas anda tudo doido ou quê? Realmente, as senhoras assistentes da ANA são uns primores no tratamento com os passageiros. Será que também são assim com os estrangeiros?

Pelo que soube, ao perguntar à malta das lojas, elas são mesmo burrinhas, e passam a vida a mandar as pessoas para os sítios mais estranhos, inclusive os restaurantes... tsc tsc...

Impossibilitado de aceder à internet pelas vias mais cómodas, ou seja a partir do meu portátil, toca de ir até á loja “Casa Viola” no terminal 1, que tem alguns computadores, tipo net-café de primeira geração.

Paguei uns exorbitantes 3 euros por 30 minutos, mas OK, podia ser pior (paguei mais em Tóquio).

Mas o problema nem sequer foi o preço. Paga-se o que se paga e pronto.

Mas... teclados em língua espanhola? Estão a gozar comigo? Não, afinal não estavam.

Sim, a empresa a quem a Casa Viola subcontrata os serviços técnicos do net-café é espanhola... E foi essa a razão apresentada pelos assistentes de loja presentes. Claro que não faz sentido nenhum, nem me parece que seja legal.

De qualquer maneira, depois de usar a internet, que já tinha pago em avanço, pedi o livro de reclamações.

Será impressão minha, ou o Aeroporto de Lisboa está cada vez pior? Acho que não é impressão, é mesmo verdade.

Ou seja, além do serviço de rampa (bagagens) ser uma bela trampa, as pessoas que “dão a cara” pelo Aeroporto, pela ANA e, em várias ocasiões, por Portugal como país, ou são cada vez pior escolhidas, ou então anda tudo doido.

Foi mais um desabafo...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Budapeste... Sempre a Rock n' Rollar

Não podia de deixar de oferecer a esta entrada do blogue o título da inolvidável música dos "Mão Morta" E aqui fica a letra:

BUDAPESTE
sempre a rock & rollar
[Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes]


Prólogo: Fecha os olhos e deixa-te conduzir.
Estás em Budapeste. Inverno de 91. Ano 1 da queda do comunismo. É noite desde as 3 da tarde. O tempo está frio, gelado. Olhas à tua volta e vês uma cidade escura, de belos edifícios decrépitos, ruínas, fachadas enegrecidas pela poluição. Por todo o lado, filas de vendedores do mercado negro. As paredes estão repletas de cartazes, numa língua impossível, indecifrável. Tu sentes-te perdido. Mas eu conduzo-te. Segue-me.

Cá vou eu no meu Traby
De bar em bar a aviar
Sempre a abrir a noite toda
Sempre a rock & rollar

Charro aqui charro ali
Mais um vodka p'ra atestar
Corro Peste corro Buda
Sempre a rock & rollar

As noites de Budapeste
São noites de rock & roll

P'las caves da cidade
São só bandas a tocar
Pondo tudo em alvoroço
Tudo a rock & rollar

Mulheres lindas de morrer
Mini-saias a matar
Não tem fim o reboliço
Tudo a rock & rollar

As caves de Budapeste
São caves de rock & roll

Cá vou eu no meu Traby
De bar em bar a aviar
Sempre a abrir a noite toda
Sempre a rock & rollar

Charro aqui charro ali
Mais um vodka p'ra atestar
Sempre a abrir a noite toda
Sempre a rock & rollar'

As noites de Budapeste
São noites de rock & roll"


Não fui lá no ano 1 pós-comunista, mas sim no ano 18. Muita coisa mudou.

Ainda se vêem Trabys, ainda se lêem os cartazes em língua indecifrável, impossível. Mas as caves de Budapeste ainda são de Rock 'n Roll, música de dança, Jazz, Blues, Gótico. O que quer que se procure está lá, numa qualquer porta para uma cave, recuperada e transformada em bar.

As Mini-saias ainda são a matar. É incrível a forma como as mulheres húngaras (na sua grande maioria) se vestem à noite. De facto, produzem-se para sair. E como em tempos idos em Portugal, a noite começa às 19.00 horas. As lojas estão abertas entre as 8.00 e as 17.00. Algumas fecham mais cedo, até. A malta janta, sai de casa, pára numa das muitas lojas de conveniência abertas 24 horas por dia, compra umas garrafas, começa a andar e a beber. Por volta das 21.00 saem do café para o bar. As 00.00 estão a caminho dos muitos clubes da cidade.

São mesmo muitos, para todos os gostos. Pistas de techno, house, trance, rock, pop; bares de strip-tease, gay, com ou sem show de travestis, karaoke... ou apenas uma boa esplanada aquecida...

São muitas as escolhas. São também muitos os enganos.

Tenho que destacar 2 estabelecimentos. O primeiro, fomos ao engano, mas revelou-se uma divertida surpresa. O Capella Cafe tem um dos melhores shows de travestis da Europa. Devo dizer que a performance de "Madonna" ao vivo foi impressionante. O ambiente é um pouco estranho, mas agradável da parte do staff.

Em segundo lugar, o Café Mediterrán e o seu 90.9Jazzy, na cave. Aqui sabiamos o que procurávamos. Ceveja barata, boa música e um lugar agradável não muito cheio de gente.

Vale a pena andar pelas ruas de Budapeste. Não conduzi um Traby, mas andei de bar em bar a aviar.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Maitê Proença ou, Chiça que a gaja é burra!

Foi com espanto que vi ontem à noite, em todos os jornais televisivos, a contribuição de Maite Proença para o programa brasileiro “Saia Curta”.

Para quem tinha dúvidas sobre o conteúdo do video, façam uma pesquisa no You Tube.

Maitê, que até já usou saia curta em várias ocasiões para gáudio dos espectadores, demonstrou que quando falta a cultura, falta tudo.

A SIC referiu a diva brasileira, e o seu documentário sobre Lisboa, como falta de informação.

Ok, falta de informação... Isso trata-se facilmente, com recurso a um bom trabalho de preparação e produção, a não ser que a rede Globo (esse império de comunicação) não tenha produtores suficientes para tratar de tudo. Se assim for é grave.

Afinal, será que alguém vem pedir desculpas pelo sucedido, ou será mais um “incidente” que vai passar em branco?

De Maitê Proença esperava-se mais.

Filmou a célebre série histórica “Dona Beija”, onde teve, decerto, de pesquisar sobre a sociedade brasileira da época, acabada de sair debaixo da Coroa Portuguesa; filmou com actores, técnicos e realizador portugueses (“Pedra Sobre Pedra” e o filme “A Selva”), já esteve várias vezes em Portugal como rainha do Carnaval de tantas cidades costumeiras destas celebrações...

Enfim, Maitê devia saber mais!

Será que a equipa de produção de Maitê foi até aos postos de Turismo em Lisboa e Sintra? Não me parece.

Mas a senhora não tem tudo contra. E as recordações que todos (pelo menos alguns) temos dela?

Cresci, como tantos outros na altura, com a imagem de Maitê nua em cima de um cavalo branco na praça principal da vilazinha onde vivia como Dona Beija. Belos tempos, em que a TV só passava mamas e rabos a partir das 22h, e tinhamos de ficar acordados até mais tarde para nos deslumbrarmos com tal espectáculo. Agora há mamas e rabos a toda a hora. É uma festa!

Maitê Proença era uma das mulheres brasileiras mais apreciadas (e apetecidas) em Portugal, a par, na altura, de Bruna Lombardi ou Betty Faria.

Sim, eu também já fui uma pessoa normal que vê telenovelas e “papa” a história toda.

Não gosto de telenovelas, mas há histórias que, de uma forma ou de outra, acabam por chamar mais a atenção (“Jura”, na SIC, acompanhei até ao fim).

O que interessa manter na ideia, mesmo depois de ver Maitê Proença a cuspir numa fonte do Mosteiro dos Jerónimos, é que há formas de atestar a estupidez que não são tão óbvias, nem geram tanta polémica.

Será que a actriz pensou nos brasileiros que residem e trabalham em Portugal?

O que será que eles acham da atitude da diva?

Também podemos conjecturar por outro lado.

O video não é totalmente explícito em relação ao que a equipa andou a fazer antes das filmagens.

Maitê pode ter passado pela Ginjinha do Rossio, em Lisboa, malhado uns quantos copos “com elas” e, como sabemos o alcóol estupidifica, confundiu-se toda naquela cabecinha.

Maitê, se te queres redimir deste pecadilho, tira a roupa. Sabemos que já não tens a idade de outrora, mas de certeza que ainda vale a pena umas centrais na Playboy.

Pensa nisso e depois diz qualquer coisa.

Devaneios de Outono


Qual outono? Estamos a 14 de Outubro e ainda temos Sol para dar e vender. Só não conseguimos é agarrar a energia ilimitada que nos concede, gratuitamente.

Em vez disso vamos todos para as praias, curtir, alegres e contentes (como diria um conhecido jogador de futebol).


Antes do desistente José Manuel Durão Barroso ter abandonado o barco pisgando-se para Bruxelas, uma das pedras-de-toque do seu Ministro do Trabalho, Bagão Félix, relacionava-se com a baixa produção dos funcionários portugueses.

Então, criou-se um Código de Trabalho novo. Este Código, imediatamente contestado por todas as plataformas sindicais, foi motivo para “pancada” ao governo durante meses, e a sua aprovação não foi muito pacífica, se bem se lembram.

Depois veio o governo de Sócas.

Epá, calma lá amigo, que a produção dos trabalhadores portugueses ainda é muito baixa. Então toca de rever o Código do Trabalho e meter ali mais uns pózinhos para meter a malta a trabalhar.

Não funcionou, mas desta vez só foi contesado por uma central sindical, a eternamente “contra-tudo-e-contra-todos” CGTP-IN.

Lá passou na AR o Código de Trabalho do Sócas, aprovado pela maioria socialista.

Então, mas a UGT não contestou?

Claro que não. Não nos esqueçamos que o seu dirigente máximo se senta na Direcção Nacional do Partido Socialista, ao lado do Primeiro Ministro de Portugal.

É assim que defendem os direitos dos trabalhadores? A pactuar com gente como esta?

Ao menos no PCP são suficientemente inteligentes para não deixar Carvalho da Silva sentar o rabinho no Comité Central.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Parabéns Gil Canha!

Não posso deixar passar em branco a eleição de Gil Canha para a vereação da Câmara Municipal do Funchal, bem como a entrada de Eduardo Pedro Welsh, Raquel Coelho e Baltasar Aguiar, para a Assembleia Municipal daquele município.

Gil Canha e companheiros, candidatos pelo Partido da Nova Democracia, estão de parabéns.

Não posso deixar de ficar feliz, quando a noite passada, já tarde, vi os resultados finais.

Residi no Funchal durante alguns anos, e tive a oportunidade de sentir na pele a asfixia democrática. Sim, ela existe e parece que nunca mais acaba. Talvez quando o PSD deixar de ganhar o Governo Regional da Madeira... o problema é que isso nunca mais acontece.

Sim, a Madeira é o perfeito exemplo da asfixia. Sua Excelência o Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim (AJJ), é um ditador controleiro, que manda e desmanda a seu bel-prazer, sejam empresários, presidentes de clubes, ou o que mais entender.

AJJ controla a Madeira de uma forma eficiente. Ao longo dos anos, o PSD/M foi controlando todo o aparelho governamental, concedendo favores a uma mão-cheia de grandes empresários, a quem mais tarde esses mesmos favores foram cobrados, com juros altíssimos.

A cobrança colocou esses empresários nas mãos do Governo Regional. A partir daqui é a história que se conhece: acusções atrás de acusações relacionadas com corrupção, favorecimento, empregos aos candidatos, amigos e filhos... enfim, Caciquismo, tão condenado por todas as pessoas em Portugal... Continental.

Ora, se sabemos como se formam as condições ideiais para o aparecimento do Caciquismo;
se sabemos quais são as suas consequências a longo prazo para o local que habitamos;
se desaprovamos a continuidade de um poder caciquista (como o de AJJ);
ENTÃO PORQUE RAIO NÃO CHEIRAM O CACIQUISMO QUANDO VOS APARECE À
FRENTE???

Já o escrevi neste blogue e volto a escrever: Vivemos os últimos quatro anos numa ditadura encapotada, que o facto de Socas ter ganho sem maioria não vai invalidar.

Os responsáveis por manter a "máquina" a trabalhar continuam nos mesmos sítios. Controlando em nome de quem "manda". Os servis dependentes do sistema, que acabam por votar por sistema em quem "manda", são empregados nos mais diversos departamentos de edilidades, institutos públicos ou empresas municipais, garantindo para si o sustento e para a "máquina" a devoção e empenho para que os elos não se quebrem. Só Deus sabe o que aconteceria...

Este tipo de governação (nacional, regional ou local), implica gastos avultados com recursos humanos, mesmo que não sejam necessários para efectuar qualquer tipo de serviço.

Não quero com isto dizer que todos os funcionários são iguais. De maneira nenhuma. Conheço grandes profissionais, das mais diversas áreas, que trabalham na função pública, alguns até em lugar de nomeação política. Mas são profissionais. E bons, como todos deveriam ser. Emprenhados em fazer o seu trabalho e prestar um bom serviço à comunidade.

Gil Canha, Eduardo Pedro Welsh, Raquel Coelho e Baltasar Aguiar representam a candidatura "Canhão Contra a Corrupção". Embora se devam sempre denunciar os casos de corrupção, se há algum sítio no país onde todos clamam por saber o que foi feito com o seu dinheiro é na Madeira.